quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

ICÓ NÃO CUMPRE ATUALIZAÇÃO DO PISO DO MAGISTÉRIO PELO 3º ANO SEGUIDO

Amparados pela Lei nº 11.738/2008 e pelo Plano de Carreira do Magistério do município, sob a Lei nº 685/2008, Professores da Rede Municipal de Ensino de Icó chegam ao 3º ano consecutivo sem ter seus vencimentos atualizados.

O Ministério da Educação – MEC, através de portarias interministeriais e, conforme o índice de inflação que rege a atualização do Piso Salarial, tem cumprido a taxa de reajuste, repassado o valor regulamentado na Lei, bem como a complementação da união advinda de outras fontes.

Mesmo recebendo recursos suficientes para o cumprimento da Folha de Pagamento oriundos do FUNDEB o município de Icó está em débito com os profissionais da educação. A secretaria da Educação não atualizou o Piso em janeiro 2017, tampouco em 2018 e, finda-se janeiro de 2019, com pouca ou nenhuma expectativa de atualização dos salários do magistério icoense. Isso representa total desrespeito às leis federal, municipal e à categoria.

As medidas de ajuste fiscal tomadas pela atual gestão têm gerado prejuízos de mais de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) aos Professores da rede municipal. A pasta da Educação foi a única prejudicada com tais medidas, haja vista, as justificativas serem para o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. O porquê de somente um grupo de professores terem sido afetados e não todas as secretarias? Assim, se configura prejuízo, ao invés de considerar equilíbrio fiscal do município. Entende-se por equilíbrio fiscal quando o município se utiliza de todos os setores para ajustar suas finanças conforme regulamenta a lei. Mas, 362 professores se tornaram os principais culpados pela irregularidade fiscal do município na atual gestão. Para muitos, considerado um caso de perseguição à classe docente.

O Piso Nacional passou de R$ 2.135,64 em 2016 para R$ 2.298,80 em 2017 de acordo com o percentual federal de 7,64%, reajuste não acompanhado pelo município que gerou um prejuízo de mais R$ 3.600,00 aos professores no ano.

O FUNDEB repassou ao município em 2017, R$ 36.737.164,36, cerca de 13,12% a mais em relação a 2016, cerca de R$ 4.259.873,30, suficientes para as devidas atualizações, no entanto, a gestão não usou esse benefício para o verdadeiro fim.

Já de 2017 para 2018, o percentual da atualização nacional foi de 6,81%, que elevaria de R$ 2.298,80 em 2017 para R$ 2.455,35, o ano seguinte. Pelo segundo ano o município deixa de atualizar os percentuais conforme as leis, gerando prejuízos de quase R$ 3.500,00 para os docentes durante o ano de 2018.

O repasse do FUNDEB em 2018 que foi de R$ 44.118.373,96 obteve um aumento de R$ 7.381.209,54 sobre o repasse de 2017. Ainda assim, não houve qualquer atualização do Piso Salarial.

Com a entrada de 2019, o MEC reajusta em 4,17% o Piso Nacional do Magistério e, mais uma vez, o município não apresenta proposta ao legislativo local a fim de reparar os danos salariais aos profissionais do magistério municipal, bem como equiparar seus vencimentos ao que os mesmos têm direito. Com esse percentual do MEC, o Piso, que era R$ 2.455,35 em 2018, passa a ser de R$ 2.557,74 em 2019.

No âmbito de tantas negações de direitos da gestão municipal para com os Professores da rede, se faz necessário tomadas urgentes de medidas da classe para negociação onde a gestão passe a cumprir as leis. Torna-se inadmissível aceitar tamanha desvalorização de uma classe por uma gestão que se propôs valorizar servidores públicos em seu mandato, no entanto, tem levado muitos a um salário de miséria, considerando todo um investimento de carreira e as retiradas de direitos.

O ano letivo já dá previsões de que no município, mais uma vez, seguidamente por três aos em que o calendário letivo não é cumprido, gerando prejuízos significativos de aprendizagem aos estudantes e, consequentemente, aos índices, tanto educacionais quanto financeiros da educação municipal.

A categoria precisa tomar medidas para que mais prejuízos não sejam impostos à Educação do município.

“Professor que não luta por seus direitos é responsável pelas perdas de direitos de toda a categoria.”

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