sábado, 26 de janeiro de 2019

Perdas Salariais afetam vidas de Professores em Icó

Professores da histórica cidade arquitetônica de Icó, no Ceará, estão há mais de dois anos sofrendo perdas consideráveis, tanto na carreira profissional quanto na financeira. A gestão atual denominada "Cidade Feliz", com o slogan: "estamos trabalhando", tem lutado arduamente contra a progressão profissional e financeira de 615 profissionais que não estão mais encontrando saída nem forças para superarem tanta injustiça praticada pela gestão municipal.

Os Professores admitidos nos Concursos de 1997 e 1998 sofrem perdas salariais pelo não cumprimento da Lei nº 11.738/2008 (Lei do Piso Salarial Profissional Nacional) com respaldo na Lei nº 11.494/2007 (Lei do Fundeb), que estabelece a vinculação de 60% dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB para pagamento de vencimentos dos profissionais que atuam direta ou indiretamente na ação pedagógica da sala de aula.

No entanto, há dois anos, a atual gestão não tem cumprido quaisquer das leis em "rijo vigor", mas tem provado por A + B que "justiça" não tem poder dominante no município quando se trata do zelo de recursos públicos. Fato é, que atua à revelia das leis em muitos casos, principalmente, contra a garantia de direitos básicos do trabalhador em educação no município.

Perdas salariais:

Professores com 20 anos de atuação superam os R$ 7.100,00 de perdas com a não atualização do Piso Salarial dos Professores desde 2017. O salário que já deveria ser de R$ 4.600,00 pela correção do Piso, ainda é pago à revelia da justiça/da lei em R$ 3.587,08 ao Professor com carga horária de 40 horas semanais;

Professores com 17  e 11 nos de atuação, além das perdas pela não atualização do Piso Salarial, amargam perseguições e retiradas de 50% da jornada de trabalho com o agravante da redução da metade de seus vencimentos. Enquanto seus vencimentos poderiam estar em cerca de R$ 4.200,00, não ultrapassam os R$ 1.700,00. Neste caso, os professores já somam prejuízos de mais de R$ 25.000,00 (VINTE E CINCO MIL REAIS). Além do Piso Salarial negado por três fases sem atualização, some-se a isso a retirada de direitos constituídos, como é o caso dos quinquênios e das horas de trabalho na jornada.

Como se não bastasse, Professores ainda em início de carreira, já sofrem as duras e perversas investiduras perseguições da gestão contra a classe. Os prejuízos para quem está há apenas 3 anos e meio na carreira, quando deveriam vivenciar momentos de experiências enriquecedores da profissão, está somando perdas de mais de R$ 9.000,00. Um abuso total de poder contra uma categoria que poderia ser a que mais vislumbrasse cada gestão que passasse por este município por valorizar e tratar bem todo e qualquer servidor desta esfera. Infelizmente, tudo funcionando ao contrário.

Você, Professor, que enquanto busca meios para se ajustar, pessoalmente, na sua zona de conforto, fazendo acordos para se dar bem, individualmente, já somou seu prejuízo e o quanto esta gestão já tirou da sua mesa, da farmácia, do seu lazer, da sua vida nesses dois anos?

Enquanto você age para permanecer, confortavelmente e, não sofrer as perversas perseguições da gestão, já contabilizou o valor desses acordos que te fazem se sentir valorizado por ela?

Eu fiz para você. Veja aí...

Você concursado em 1997/1998 já predeu cerca de R$ 7.500,00;

Você que é de 2001, está perdendo mais de R$ 25.000,00 em apenas dois anos e a gestão vai ao rádio dizer que precisa tirar de você para dividir com outros munícipes tudo o que você investiu com estudos, pesquisas e aquisição de conhecimentos. A culpa dessas pessoas estarem vulneráveis é sua? A gestão diz que é.

Você que é de 2007, sabe quanto já perdeu nesses dois anos? Mais de R$ 22.000,00.

E  você, meu caro Professor de 2014, os quase R$ 10.000,00 da falta do Piso + retirada da Especialização, não fizeram falta nesses últimos dois anos?

Você sabia dessas retiradas do seu bolso, Professor?

Como foi vantajoso fazer o tal acordo com a gestão para não ser transferido lá para o sítio ABA DA SERRA, não foi?

Qual é de fato o nosso papel enquanto formadores de opiniões? Cobramos muito das entidades sindicais, mas será que somos sindicalistas de fato ou esperamos que os outros resolvam nossa vida?

Estamos à mercê de uma esfera que tem de fato cumprido com seu papel?

"O Professor que não luta por seus direitos é culpado pela perda dos direitos dos colegas também".

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