Em Assembleia Extraordinária conjunta dos Sindicatos SINDPREMI e SINDSEPMI, professores desampliados há 2 anos manifestam suas indignações contra a gestão municipal por inúmeros motivos:
- Retirada de 50% dos salários;
- Redução de carga horária;
- Retirada de quinquênios;
- Baixa de adicional por especialização,
- Tentativa de baixa de adicional por graduação em 10%;
- Não atualização do Piso Salarial do Magistério no 3º ano seguido...
A falta de respeito da gestão para com os professores se justifica em todas as medidas serem voltadas para prejudicarem a classe e, por esses motivos, os professores reunidos deliberaram ações que visam mobilizar a sociedade para apoiar a luta dos mesmos contra as medidas perseguidoras e impróprias da gestão municipal.
As deliberações foram sugeridas e, após submetidas à votação, foram definidas como ações prioritárias da luta com eficiência de mobilização para um resultado positivo.
São elas:
- Confecção de blusas com frases de impacto em protestos à desampliação e ao piso salarial;
- Confecção de faixas com mensagens de protestos contra as retiradas e negações de direitos;
- Manifestação de protesto ao comércio local (lojas, restaurantes, escolas particulares, etc.) que apoia a gestão;
- Paralisação de um dia em protesto à todas as ações contra os professores desampliados e pela não atualização do piso salarial do magistérios.
Os protestos em relação ao comércio vão desde o não consumo ou compra de produtos em lojas, mercantis, supermercados e padarias até o cancelamento de matrículas de filhos de professores desampliados em escolas privadas onde a direção seja apoiadora da gestão. Ressalve-se o poder de liberdade e de escolha de todos os cidadãos e cidadãs no campo do apoio político-partidário, livre para votar e apoiar quem queiram, porém, em protesto, os professores prejudicados pelas medidas da administração atual decidiram estarem dando um basta e, não "beneficiarem" mais quem a ela apoiar.
Cabe agora aos demais professores que não estiveram presentes como os que trabalham 40 horas por semana, que não foram convidados para a assembleia, apoiarem as deliberações e se juntarem na luta pela reivindicação dos adicionais negados e pela reconquista do respeito à classe de professores no município de Icó.
Vale ressaltar que a gestão está "pouco se lixando" para as ações deliberadas pelos professores por acreditar que a maioria não teria coragem sequer de botar o pé na calçada em protesto contra a gestão, cabendo, portanto, a esses professores mostrarem que são conscientes do papel social que exercem e, através da luta, mostrarem a força que têm.
Todos são conscientes de que não adianta uma luta individualista, a vitória só será possível se houver unidade da categoria para fazer valer suas ideias e alcançarem o resultado esperado.
"Município que não cumpre LEIS não tem educação de qualidade."

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