terça-feira, 16 de abril de 2019

FORA DA ESCOLA NÃO PODE: Icó perde cerca de R$ 11 mi em 2019 por não matricular alunos

O site "Fora da Escola Não Pode" estima que o município de Icó, no Estado do Ceará, região Centro Sul, esteja, hoje, perdendo recursos de cerca de 1.688 alunos por estarem fora da escola, ou seja, de acordo com a estimativa por faixa etária de crianças e adolescente entre 4 e 17 anos não estão matriculadas nas escolas do município. Um dado alarmante, que gera perdas irreparáveis para um município que agoniza por desenvolvimento e crescimento econômico.

Levando essa estimativa, considerada real pelos dados no site, o município está deixando de arrecadar R$ 3.238,52 (três mil, duzentos e trinta e oitos reais e cinquenta e dois centavos) por criança não matriculada. Isso implicaria num prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 5.466.621,76 (cinco milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, seiscentos e vinte e um reais e setenta e seis centavos) no orçamento da pasta em 2019.

A Confederação Nacional estima que o município receberá R$ 39.672.262,36 neste ano. Se seguisse uma política educacional voltada para os desenvolvimento essa estimativa poderia chegar aos R$ 50.000.000,00, levando-se em consideração esses 1.688 fora da escola mais cerca de 2.000 alunos que migraram para outros municípios que fazem limites com o Icó em busca de uma educação aplicada com melhor qualidade no calendário escolar, respeitando e cumprindo a carga horária mínima de cada ano letivo. Municípios como Cedro, Orós e Jaguaribe, no Ceará, São Miguel, RN, Bernardino Batista e Tanques, PB, representam os destinos das crianças icoenses, não apenas de 4 a 17 anos, mas também a partir dos 2 anos idade que buscam receber educação sem prejuízos de calendário letivo, bem como outros benefícios oferecidos.

Considerando que falta uma organização na política de educação da atual gestão, o município que vive a depender dos recursos do governo federal, esse fator tende a se agravar, pois a tendência é continuar não tendo como melhorar a oferta do ensino e, famílias buscarão melhores condições de vida social migrando para outros municípios.

"Sem política educacional para crescer a tendência é, de fato, cair."

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