segunda-feira, 6 de maio de 2019

DEZ ANOS DE PISO: um avanço na implantação, mas uma série de violações e massacres

Série Histórica - Piso dos Professores - 2009 a 2019

O Piso Salarial Profissional Nacional, Piso do Magistério, completa 10 anos de implantação e o que poderia ser uma garantia de paz para os Professores do Brasil inteiro é, na verdade, um choque psicológico. Professores sofrem a cada ano e, desde a sua implantação, gestores tentam, seguidamente, por abaixo um pouco da garantia dos vencimentos assegurados pela lei que a categoria conquistou e, ao longo dos 192 anos da primeira lei de educação sancionada no Brasil, cinco anos após o grito de independência, os interesses da família pelo direito à educação torna-se um marco, principalmente pelo direito à "mulher" de ser escolarizada junto ao "homem", quando elas só tinham o direito a aprender às escondidas.

São quase dois séculos de história que, ao que parece, o novo projeto federal, numa só canetada, planeja demolir essa conquista histórica de transformação social, reduzindo recursos e investimentos, coibindo o desenvolvimento de uma nação, bem como a sucumbência da riqueza que essa história traz para o crescimento, o desenvolvimento e para o reconhecimento internacional de um país que vem superando altos obstáculos na perspectiva de alcançar o ponto íngreme da sua economia, educação e história.

A LDBn de 1996 chancela novos passos de desenvolvimento, onde preceitos até filosóficos consolidam a educação como pressuposto de crescimento econômico e social em que a chegada ao topo do desenvolvimento é questão de adaptação e tempo.

Avanços vieram se consolidando pelas ideias de pensadores e estudiosos da área e se concretizando pelas ações de educadores que acreditaram nas ideias preconcebidas de que a educação preconizaria a condição de desenvolvimento.

O PSPN (Piso dos Professores) nasce da perspectiva de se dar ao professor a ideia de respeito, valorização e segurança não apenas da garantia de pagamento em dia, mas de saúde física e mental, quando em meio aos avanços tecnológicos e toda a sua inovação, a sala de aula deixaria de ser um espaço de atração mais procurado por sua clientela e, mesmo tendo que superar essa gama de inovações, usando apenas um livro e um giz, professores encontrassem entusiasmo nesse enfrentamento da disparidade tecnológica entre querer aprender e o prazer do uso da tecnologia por seus alunos.

Entretanto, o Piso traz sim algum conforto para a categoria apesar de políticos não representarem os verdadeiros anseios da sociedade que se propõem liderar. Ressaltem-se as inúmeras violações a cada lei financeira que represente o desejo e o objetivo de valorização do Professor neste país.

Os últimos sete anos vêm comprovando os interesses de políticos que consideram o Piso o gargalo de suas administrações. Prova disso são as baixas percentuais de atualização desde 2013 que decrescem significativamente.

Série percentual - Piso dos Professores - 2009 a 2019.

Se considerarmos o crescimento do país pelos índices de desenvolvimento, veremos que os saltos dados estão relacionados especificamente a períodos em que os investimento em educação tiveram maior volume e, consequentemente, houve acompanhamento na aplicação desses recursos. Pequenos municípios representam melhor essa estimativa. Mesmo dependentes de repasses federais para sobreviverem, quando não há corrupção, o recurso aplicado com seriedade, o resultado é sempre positivo.

Hoje, assiste-se estarrecidos os projetos de políticos que querem cortar recursos da educação no Brasil por considerarem que o país gasta muito na área, mas eles próprios não conseguem relembrar que a grande corrupção de investimentos é, desde a implantação da escola pública, há mais de 500 anos, suas práticas fiéis por benefícios particulares e pessoais.

Um país que diz que educação é um gasto transforma seu povo em cólera.

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