O município de Icó, Ceará, recebeu R$ 3.514.335,54 do FUNDEB no mês de novembro último. Os repasses foram creditados em conta no Banco do Brasil no dia 29 do referido mês, porém, a gestão que apesar de estar em dia com os vencimentos da folha da pasta, não consegue se organizar para fazer os repasses para os servidores da educação e esse impasse já decorre no terceiro ano da gestão. Servidores têm cobrado essa organização de calendário e mesmo assim, vivem a angústia de ter que esperar dez, onze e, até mais de doze dias para receberem seus salários.
Há boatos de que a gestão só faz os repasses a partir do dia 10 de cada mês por solicitação do comércio. Não se sabe o motivo pelo qual o comércio faria esse tipo proposta já que o mesmo vem agonizando desde que essa gestão assumiu e só piora cada vez mais sua situação. Cerca de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) são tirados de circulação no comércio por causa das negações de direitos aos servidores, isso se tratando apenas da educação.
Gráfico mensal e total dos repasses do Fundeb em 2019:
O município já soma R$ 40.954.283,82 (quarenta milhões, novecentos e cinquenta e quatro mil, duzentos e oitenta e três reais e oitenta e dois centavos).
Algo que chamou a atenção de quem acompanha as origens dos recursos dessa pasta foi a questão do limite fiscal com relação à folha de pagamento dos servidores que fechou 2018 em 39,27%, mas já se encontra em estado alerta segundo o relatório de acompanhamento trimestral do Tribunal de Contas do Estado do Ceará - TCE-CE, que aponta o primeiro trimestre em 51,57% e o segundo, em 53,18% mesmo tendo negado todos os direitos de professores sem reajustar seus salários em conformidade com as Leis do Piso Salarial e Plano de Carreira Municipal, além de ter reduzido em 50% os salários de mais de 70% dos profissionais do magistério.
É curioso observar, sexologamente falando, o nível de perseguição contra a categoria e um "masoquismo" em efervecência. Já se lê em grupos de whatsapp pensamentos como: "todo castigo e massacre é pouco" para professor que continua em apoio ou marcham nas adesões afins para o grupo.
Parte da categoria precisa realmente ser estudada. Porque diante de tanta perseguição aos professores, como é possível que alguns estejam se aninhando ao grupo? Será que podemos deduzir que tais adesões fazem parte de acordos políticos para que sejam devolvidos todos os direitos negados à categoria? Há outras possíveis deduções?
Prof Santos


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